quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Emília tem muito trabalho

CULTURA
Emília tem muito trabalho
ALCIONE DE PAULI, NOVA DIRETORA DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE JOINVILLE, LUTA CONTRA AS GOTEIRAS E TRABALHA PARA REVITALIZAR O LOCAL

As peraltices no segundo andar vão continuar, mas com menos frequência. Alcione De Pauli, a coordenadora e contadora de histórias do setor infanto juvenil assumiu a direção da Biblioteca Pública de Joinville com a missão de transformar o espaço em algo maior do que um amontoado de livros. A Emília virou Visconde de Sabugosa, mas, diferentemente do personagem de Monteiro Lobato, não quer embolorar e morrer.O bolor e os fungos, aliás, são alguns dos problemas da biblioteca. Com o aumento de chuvas desde novembro, as inundações viraram rotina e parte do acervo foi atingido. A primeira ação da nova diretora é até inusitada: quando se encerra o expediente, os funcionários precisam cobrir as prateleiras com plástico antes de irem embora. Se cair um temporal durante a madrugada, pelo menos os livros estarão seguros.Alcione chegou na biblioteca há sete anos, para coordenar o espaço infanto-juvenil. A atribuição era apenas atender a crianças, tirar dúvidas pedagógicas dos pais e manter o acervo organizado. “Quis movimentar o lugar porque considero esse setor muito importante, de lá saem futuros leitores”, explica.Começaram assim as articulações de projetos como o Concurso de Poesia e os sarais literários, os únicos eventos oficiais da biblioteca. Tudo sem verba, na dependência do voluntariado de outros funcionários e artistas que trabalhavam sem cachê. “A direção tinha o consentimento, viu que era importante. Mas passavam os anos os projetos nunca entravam no orçamento”, conta.Para chegar à direção, Alcione contou com o lobby dos companheiros de trabalho. Era unanimidade: se alguém do quadro de funcionários deveria assumir a função, ninguém mais indicada do que a coordenadora do setor infanto-juvenil. Nem a própria Alcione, sempre lembrada como alguém de fala mansa e dócil, esperava o convite. “Fiquei em estado de choque”, brinca. “Quando comecei a falar dos problemas daqui, eles me disseram que ninguém conhecia melhor a biblioteca do que eu”.

Um comentário:

Cristiane disse...

Olá,

Meu nome é Cristiane Schmitz e sou editora-assistente do caderno Anexo, o qual é comandado pela editora Izabela Liz. Acabo de verificar no seu blog que muitas matérias publicadas em nosso caderno estão estampadas neste blog, o que muito nos honra, afinal, a nossa função é esta: a de divulgar. Apenas faço uma observação, importante e relevante nessas relações palavra/internet: o crédito. Não digo do meu trabalho ou o da Iza, que somos editoras, mas sim aos nossos repórteres, que são os verdadeiros criadores do bom trabalho, são nossas ferramentas e os nossos olhos nas ruas. Creio que boa parte deste material publicado na internet tinha uma assinatura, e ela é importante não apenas para receber reclamações quando algum horário ou informação sai errada, mas também para atestar o estilo de cada um. Por isso, se não for incômodo, não os esqueça, eles trabalham e merecem esse reconhecimento. De uma maneira geral, se puder, também informe que as informações foram extraídas do jornal A Notícia. Não vejo problemas em continuar divulgando este material, como já disse acima, isso muito nos honra, mas volto a ressaltar a importância dos créditos, mesmo nestes dias em que a rede é de todos, mas isso não quer dizer que não tem alguém responsável por ela.