sábado, 20 de setembro de 2008

Discutir Teatro que é bom, nada!


Está acontecendo mais uma disputa na cena teatral de Florianópolis e como fui citada no artigo publicado no DC, reproduzido aqui em um dos pólos da discussão, achei por bem escrever e responder algumas coisas:
Sobre ética e crítica em Florianópolis:
Li e reli a carta enviada ao DC por Jefferson e Marisa sobre os últimos "acontecimentos" na cena teatral de Florianópolis. Já que fui citada, me senti na obrigação de responder à algumas colocações feitas por ambos. Antes de mais nada quero dizer que concordo com tudo o que expuseram no texto, menos com os ataques pessoais a esta ou aquela pessoa, mas gostaria de contribuir colocando algumas idéias.Minha opção pelo anonimato veio do fato único e exclusivo de conhecer minimamente o movimento teatral catarinense e por covardia. SIM! Eu sempre soube que qualquer opinião mais isenta colocada a publico por aqui geraria "represálias" e ataques pessoais.
Não fui a única pessoa na história da humanidade a escrever sob um pseudônimo. Ao mesmo tempo, nunca foi minha intenção gerar "desconforto" e "ira" entre a classe. Por este mesmo motivo, parei de escrever sobre os espetáculos produzidos por aqui.
Acho engraçado que alguns artistas não tenham se sentido intimidados quando as críticas (que eu sempre chamei de comentários e impressões pessoais) eram positivas. Nunca vi nenhum desconforto quando nos textos que eu escrevia havia elogios as produções. Eu sempre busquei ressaltar os pontos positivos e negativos dos espetáculos e se não havia positivos é porque eu (dentro de minha ignorância) não os havia conseguido encontrar.
Não posso ser acusada de ter praticado "falsidade ideológica" porque não obtive nenhuma "vantagem" no fato de me manter no anonimato. Fui, repito, covarde! E hoje minha opção revela-se acertada.
De qualquer forma acho todas as reações nesse caso um pouco "acima do tom". Reações muito pessoais para algo não tão grave. Não foi a primeira vez que Jefferson e Marisa foram questionados sobre seu trabalho. Ou foi? Porque há a necessidade de se saber o "pedigree" de alguém que foi ao teatro e não conseguiu se comunicar com o espetáculo? As pessoas tem opiniões diversas e talvez a falta de percepção sobre o trabalho de vocês seja um problema da pessoa e não do espetáculo. Cabe à vocês filtrarem o que lhes interessa e se julgarem um monte de asneiras, deletarem e seguir adiante.
Não vi nas coisas que foram escritas nenhuma calúnia, difamação ou má fé! Vi sim falta de comunicação, ignorância e falta de diálogo.
Realmente falta à Santa Catarina a presença de um crítico "renomado" (segundo palavras do texto)? Ou será que a ausência dessa pessoa não se deve ao patamar de mercado e produção do estado?
Concordo que o exercício da crítica é baseado na troca, por isso, enquanto escrevia, sempre tive o cuidado de dar seguimento as discussões que surgiam levantadas por meus escritos. Lembro-me claramente de ter dado continuidade aos questionamentos levantados por Jefferson no momento que escrevi sobre um trabalho dele e de ter "tentado" responder a avalanche de falta de respeito de outros produtores.
Jeff, por favor, acompanho sua carreira há muito tempo... desde sua participação como ator no Women's (lembra?) e sempre admirei a forma como você estava aberto às discussões sobre os trabalhos. Espero realmente que você não caia no erro maior dos artistas desta ilha: Se colocar acima do bem e do mal, envoltos na glória de ser "famoso" em um estado que pouco tem feito por seus artistas!
PS: Não conheço Aline Valim, mas já tenho uma idéia de como ela vê teatro pelas coisas que tenho lido aqui. Nem tudo eu concordo. Mas nem tudo é de se jogar fora!
PS2: Não sou Marco Vasques! Se ele afirmou isso em alguma mesa de bar, isso fala do descontrole pessoal dele e não de mim.
PS3: Quem quiser falar comigo, pode utilizar o e-mail sarakane@bol.com.br ... afinal, com quantas pessoas "reais" ultimamente vocês conversam que não seja por e-mail?

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