sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Governo mostra resultados no estímulo à leitura, mas ainda faltam locais e livros

Cultura
Espaço na mente e na biblioteca
Governo mostra resultados no estímulo à leitura, mas ainda faltam locais e livros

Somente cinco das 293 cidades de Santa Catarina ainda não possuem biblioteca pública. Mesmo assim, o Estado está longe de suprir uma deficiência histórica em número de livros por habitante. Em 2004, foi apurado que o acervo das bibliotecas públicas municipais e estaduais era de 1,8 milhão de livros. Como a Unesco recomenda dois livros por habitante, a deficiência do Estado é de dez milhões de livros.O índice melhorou com o Projeto Livro Aberto, do governo federal, que está zerando o déficit de bibliotecas no Brasil e foi um dos assuntos na pauta do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, cujo tema é o "Livro e a Leitura no Brasil". O encontro ocorreu no Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa, no Centro de Florianópolis. Segundo Sonia Terra, presidente do fórum, os índices no Brasil ainda apontam um número baixo de leitores, e é preciso avançar com programas de estímulo à leitura.No Estado, em apuração de 2004, o número de cidades catarinenses sem biblioteca era de 54. Nos últimos quatro anos 50 cidades foram beneficiadas com o projeto Livro Aberto. O governo entrega um kit com 2.500 títulos novos. Mais de 40% deles são de literatura. Além dos livros, são fornecidos oito estantes de ferro, TV, aparelhos de vídeo, DVD e de som com multifunção, e um computador com software para administrar o acervo. Segundo o bibliotecário Rosálvio José Sartortt, coordenador de projetos da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc), as quatro cidades que ainda não possuem biblioteca são Entre Rios, no Extremo-oeste; Sangão, no Sul; Palmeiras e Capão Alto, na região serrana de Lages, e serão atendidos ainda este ano.Recentemente, foi descoberto que a cidade de Orleans está sem biblioteca e será atendida até o final de 2009. Embora cidades catarinenses estejam sendo equipadas com o acervo, Rosálvio diz que espaço físico e livros na prateleira não bastam. Ele considera que é preciso promover atividades de contação de histórias, adequar o espaço como lugar de lazer e colocar móveis confortáveis para receber o público.Independentemente do projeto do governo federal, o Estado do Paraná desenvolve o Biblioteca Cidadã, com foco em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Estado constrói, equipa e fornece dois mil livros. Segundo a secretária de cultura do Paraná, Vera Mussi, presente no encontro em Florianópolis, desde 2004 foram implantadas mais de cem bibliotecas municipais.O pacote fornece um telecentro com seis computadores de acesso livre à internet, um computador para administração, pequeno auditório para a comunidade, aparelho de televisão, DVD e som. A biblioteca também promove atividades de leitura com contação de histórias e teatro.( jeferson.lima@an.com.br )JÉFERSON LIMA Florianópolis

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