segunda-feira, 28 de julho de 2008

Dois grupos de bordadeiras da Capital inauguram mostra

Exposição
Arte e dedicação
Dois grupos de bordadeiras da Capital inauguram mostra

Munidas de muita criatividade e inspiração, 14 bordadeiras de Florianópolis usam panos, bordados, nanquim somados a outras técnicas e materiais para criar peças onde traduzem seus universos particulares. O resultado são obras na arte naïf apresentadas a partir de hoje na exposição Devaneios Entretecidos, em Florianópolis.A união das artistas Anabea Cerisara, Ana Souza, Carmen Avelar, Eloísa Rocha, Elusa Muller, Evanilde Torres, Flávia Orofino, Isabel Agapito, Olinda Evagelista, Olga Durand, Rosi Couto, Sônia Beltrame, Sílvia da Ros e Vera Arruda surgiu de dois grupos de bordado dos quais elas participam: o Respigar, formado há cinco anos por professoras da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) que descobriram ter em comum o gosto pelo bordado e o Roda de Bordado, criado há três anos por duas participantes do Respigar. Além de pessoas em comum, os grupos têm as mesmas propostas de produção artística.Diversos estilos e temas figuram nas 40 peças que compõem a mostra. São todas criações individuais, de inspiração livre. Cada artista utiliza as linhas, botões, tecidos e tintas a seu modo, sendo alguns trabalhos figurativos. Tecidos comuns são costurados, bordados, pintados, têm outros tecidos menores aplicados por cima, tudo feito de múltiplas maneiras, com características pessoais de cada criadora.No campo das artes, as expositoras são autodidatas. As reuniões dos grupos servem para trocar dicas.- Não há aulas, todas ensinam para todas, trazem novidades técnicas, pontos de bordado, maneiras de pintar - diz Isabel Agapito.Ela explica que, apesar de as obras serem criadas de forma subjetiva e individual, elas lêem e pesquisam sobre o tipo de arte que fazem para aprimorar o resultado. Entre os temas representados nos bordados estão composições com paisagens rurais, referências de lugares em que viveram na infância, cenas do dia-a-dia, de seus animais de estimação.O folclore da Ilha, como o boi-de-mamão, as igrejas de Florianópolis e a pescaria. Outras trabalham com temas religiosos, que fazem alusão ao Divino Espírito Santo. Também são retratados assuntos de dimensão social, como a discriminação contra o negro, contra o índio e os direitos da criança. Quando não-figurativos, apresentam mosaicos de tecidos e abstração com base em linhas e cores.
Serviço
Quando: hoje
Horário: 19h
Onde: Espaço Cultural Governador Celso Ramos - BRDE (Av. Hercílio Luz, 617, Centro, Capital)
Visitação: até 15 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 9h às 21h Ingresso: entrada franca

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