sábado, 21 de junho de 2008

Projeto Caravanada da Cultura permite que as atividades sejam escolhidas pelo próprio bairro

Cultura
Social ou cultural?
Projeto Caravanada da Cultura permite que as atividades sejam escolhidas pelo próprio bairro

Um projeto social, mesclado com apresentações e oficinas artísticas. Assim pode ser definida a Caravana da Cultura, uma das iniciativas mais duradouras da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), que essa semana chegou ao bairro Fátima. Desde segunda-feira, os moradores puderam participar de aulas de artesanato, pintura e aproveitamento de alimentos - segmentos escolhidos pela própria população. Arte, mesmo, só hoje com a exibição dos trabalhos e uma apresentação de danças germânicas.Tem sido assim desde 2000, quando o projeto itinerante chegou ao São Marcos. A Caravana é levada aos bairros atendendo a solicitação de lideranças comunitárias, feitas diretamente à Fundação Cultural. A escolha das atividades cabe aos próprios participantes - por isso, ressalta a gerente de incentivo e difusão cultural da Fundação, Margit Olsen, algumas edições parecem mais "sociais" do que "culturais". "A seleção das oficinas atende a demanda de participantes. Ofertamos aulas de teatro, oratória, entre outras, mas é preciso interesse do bairro", explica.No Fátima, foram oferecidos cursos de artesanato com reciclagem, capoeira, circo, customização, dança de rua, palito e cestaria, pintura em tecido, aproveitamento de alimentos, sabonete e xampu artesanal e tear de prego, no galpão da Igreja São João Batista. Todas as turmas tiveram lotação máxima. O cronograma ainda teve uma sessão de exibição de filmes, terminando na tarde de hoje, às 15 horas, com um espetáculo de dança e circo.Segundo o coordenador da Caravana, Eugenio Bento Duarte, a maioria opta por oficinas de trabalhos manuais para futuramente desenvolver alguma atividade. "Vêm famílias inteiras participar porque são cursos interessantes, que dão alguma fonte de renda." A edição, custeada em torno de R$ 10 mil para pagamento de professores e materiais, teve mais de 300 participantes, dentro da média registrada em outros bairros. Por enquanto, não há outra edição prevista para esse ano.Quando a Caravana sai, cabe ao próprio bairro manter viva ou não as iniciativas daquela semana. Para Margit, iniciativas como a criação de uma cooperativa de pintura de tecido no Parque Guarani e o grupo de teatro do Vila Nova mostram como o projeto atinge seu objetivo. "Essa é a finalidade, incentivar a comunidade para absorver alguma coisa. Mas ainda há muito o que fazer para haver essa continuidade.( edson.burg@an.com.br )

Nenhum comentário: