segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vistoria recomenda que AAPLAJ deixe o prédio

Cultura
A Cidadela continua sangrando
Vistoria recomenda que AAPLAJ deixe o prédio

O desabamento da estrutura predial da antiga casa de força da Cidadela Cultural Antarctica, no final do mês passado, pode ter evitado um acidente de proporções ainda maiores. A vistoria feita por técnicos da Secretaria da Infra-estrutura (Seinfra) em 29 de abril, três dias após a queda, apontou que outras partes do teto da área podem estar comprometidas por deterioração. No mesmo local, funciona a sede da Associação de Artistas Plásticos de Joinville (Aaplaj).Esta semana, Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e a Companhia de Desenvolvimento e Urbanização (Conurb) irão se reunir para decidir quais os procedimentos de reparos no local. A vistoria, encomendada pela FCJ, apontou que a estrutura de madeira do teto cedeu e alargou as paredes de alvenaria, cedendo-as. Os caibros de suporte do telhado são continuados nas outras salas vizinhas ao prédio, incluindo a sede da Aaplaj.Por causa dos riscos, o documento recomenda a contratação de um laudo para verificar "as condições atuais de estabilidade do restantes dos ambientes que compõem a estrutura física da Cidadela". A mesma vistoria pede a posterior retirada de geradores de energia a diesel e equipamentos ainda armazenados na desativada casa de força da antiga cervejaria.O prédio que desabou era um dos mais antigos de toda a Cidadela e não passou por nenhuma reforma recente. Como outros galpões e salas - onde estão localizados a sede da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) e a extensão do Museu de Arte e os Ciclos de Cinema - tiveram reparos após a Prefeitura adquirir a fábrica, em 2001, não apresentam riscos de novos acidentes. Esta é a análise do presidente da FCJ, Charles Narloch. "Essas áreas foram revistas, por isso não sofrerão interdição", aponta.A presidente da Aaplaj, Sonia Rosa, estranhou a análise e não acredita que a sede da Associação corra risco de desabamentos. No ano passado, aponta, algumas telhas foram trocadas e houve uma avaliação das condições de caibros e da estrutura do telhado. "A parte que caiu estava comprometida, mas nosso local está inteiro, sem rachaduras", avalia Sonia.A vistoria da Cidadela será encaminhada à Conurb, que deverá contratar uma empresa especializada em estruturas de madeira para avaliar as condições de todo o telhado do prédio. construída de 12 mil metros quadrados.O dasabamento do espaço mostrou a verdadeira "crise de identidade" acerca da manutenção da Cidadela. O diretor-presidente da Conurb, Julio Fialkoski, disse num primeiro momento que a responsabilidade pelos reparos seria da FCJ. Já o presidente da fundação explicou que, apesar de o prédio ser de uso cultural, ele é de responsabilidade da Conurb.Após o empurra-empurra, ontem à tarde Fialkoski assumiu que a Cidadela é de responsabilidade da Conurb, mas que irá se reunir com a FCJ para definir como serão os trabalhos de recuperação. Ainda não há previsão para a retirada dos entulhos.( edson.burg@an.com.br )EDSON BURG JOINVILLE

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