sexta-feira, 2 de maio de 2008

Patrimônio

Patrimônio
Sala de discos

São 10 mil discos de vinil e dois mil discos de cera (os mais antigos são das décadas de 1920 e 1930). Os vinis - popularmente conhecidos como "bolachões" - estão divididos por gênero musical. Tem de Ney Matogrosso a Elvis Presley. Já dos discos de cera pouco se conhece. Muitos estão sem capa própria, sendo guardados em envelopes de papel. Para ouvir as raridades, só há um toca-discos, cuja agulha foi comprada em São Paulo por uma ex-estagiária do museu. As prateleiras da pequena sala também guardam modelos antigos de máquinas fotográficas, rádios, projetores de slide e gravadores de fitas. Em dia de visita escolar, eles são colocados sobre o balcão da sala de administração para serem observados pelas crianças.
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Patrimônio
Laboratório de conservação de película cinematográfica

Aproximadamente 200 rolos de filmes em Super-8, 8mm, 16mm e 35mm são guardados no laboratório. Os cinejornais produzidos pelo catarinense Armando Carreirão são os mais antigos do setor. Entretanto, é difícil assisti-los. Nenhum dos filmes do acervo passou pelo processo de telecinagem, que higieniza e faz uma cópia da obra para garantir sua conservação. Sem esse procedimento, a reprodução dos filmes torna-se um processo arriscado, que ameaça a qualidade e conservação do material.Como é grande e demorada a fila à espera da telecinagem, realizada somente pela Cinemateca Brasileira, o conteúdo da maior parte do acervo ainda deve permanecer desconhecido por um bom tempo.
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Patrimônio
Sala de fotografias, fitas e slides

O material mais antigo do acervo do MIS está nessa sala. Trata-se das fotografias de August Sueter, mencionadas no início dessa reportagem. Ele foi contratado pela empreiteira norte-americana que construiu a estrada de ferro entre RS e SP para registrar os "bastidores" da missão. O material foi doado pela família de Sueter, morto em 1914 quando trabalhava como repórter de guerra. Outra curiosidade ainda não desvendada por falta de pessoal é a coleção de 5 mil slides doadas pelo escritor Salim Miguel. O material pertencia ao cunhado de Salim, o fotógrafo Domingos Cavalcanti, que morreu em 1999. Acredita-se que o material guarda imagens capturadas por Cavalcanti na época em que trabalhava na extinta revista Manchete. O local também serve de abrigo temporário para oito latas de filmes de pornochanchada feitos pelo diretor Pedro Galante, que mudou de São Paulo para o Litoral catarinense.

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