quarta-feira, 28 de maio de 2008

Passado de Joinville é contado pelos teares

Tecelagem
Passado de Joinville é contado pelos teares

A história contada por meio de fios entrelaçados transversalmente, num processo rudimentar e preciso trazido pelos imigrantes europeus. Numa primeira análise, a exposição "Tecendo a História" remete à beleza de tecidos produzidos na época em que a cidade ainda era embrionária - mas logo o subtítulo "Fios que Conduzem a Transformação Social" é justificado pelo impacto da indústria têxtil na formação de Joinville.A inauguração da mostra permanente inicia numa data bastante peculiar. O 28 de maio marca o Dia Internacional dos Museus e, como parte das comemorações, a exposição abre ao público num evento no jardim do Museu de Imigração e Colonização."Tecendo a História" faz um paralelo entre a vida de Carl Gottlieb Döhler, mestre tecelão formado na Saxônia que veio com a mulher e o filho para o Brasil, e a imigração germânica em Joinville. A chegada do primeiro tear é de 1881, três décadas depois da vinda dos primeiros colonizadores.Döhler trouxe na bagagem alguns quilos de algodão e enquanto os vizinhos de preocupavam com a plantação para tirar o alimento diário, o imigrante iniciava um dos mais vitalícios ramos da indústria joinvilense. A arte com os fios passou gerações até chegar a Udo Döhler, empresário e presidente da Indústria Döhler e um dos incentivadores financeiros da mostra permanente.O tear estará exposto numa vitrine integrado ao circuito de visitação no setor do desenvolvimento econômico, dividindo espaço com roda de escapular, uma meandeira e uma carreteleira.
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O QUÊ: inauguração da mostra permanente "Tecendo a História - Fios que Conduzem a Transformação Social"
QUANDO: hoje, às 19 horas
ONDE: Museu Nacional da Imigração e Colonização, rua Rio Branco 229, centro, Joinville
QUANTO: gratuito
INFORMAÇÕES: (47) 3433-3736

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