quinta-feira, 1 de maio de 2008

Os orixás ganham as tintas

Exposição
Os orixás ganham as tintas

A Associação de Caridade e Culto Afro Abassá de Ikisse Osôju Oba (Accaia), de Araquari, quer mostrar que o terreiro de candomblé não é um local só de culto religioso. No barracão estilo angolano, no Bairro Itinga 2, foi montada uma exposição com quadros de orixás e obras do artista plástico joinvilense Luis Diomedes do Nascimento.As telas com desenhos de deuses africanos são reproduções de um livro distribuído por embaixadas de países africanos. Arildo José da Silva, presidente da Accaia, informa que na África são cultuados mais de três mil orixás.- No Brasil, são apenas 16. Esse número foi influenciado pelo número de tribos que foram trazidas para o Brasil - explica.Um dos deuses mais controversos é Exu, representado muitas vezes com feições demoníacas.- Na verdade, Exu não é uma entidade maligna. Como ele é um deus brincalhão e ligado à sexualidade, a igreja católica acabou difamando esse orixá - acusa Arildo.Ele lamenta que o ensino das divindades africanas seja ignorado, nas escolas.- Estudá-las não tem nada a ver com religião, é cultura brasileira. As crianças aprendem sobre mitologia grega e não sabem nada sobre mitos relacionado aos nosso país.As obras do pintor Luis Diomedes do Nascimento, expostas no terreiro, não são inspiradas nos deuses africanos.- Não sou de nenhuma religião afro. A presença de minhas telas aqui mostra que o barracão também é um local de cultura. E a contribuição africana para às artes é muito grande.Araquari

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