quinta-feira, 8 de maio de 2008

João Machado brinca com mapas e Sérgio Canfield faz uma arte nascida da observação de pacientes

Arte
Entre o caos e a ausência
João Machado brinca com mapas e Sérgio Canfield faz uma arte nascida da observação de pacientes

A infância dele nunca foi como a da maioria das crianças. Desde os cinco ou seis anos, em vez de brincar ou passar um dia na praia, João Machado visitava museus com a família. Eram dias inteiros circulando pelos corredores, analisando e discutindo cada obra. Ainda na adolescência, João já conhecia praticamente todos os museus da Europa. Essa experiência serviu para que ele criasse uma visão mais apurada não só sobre as obras de arte, mas sobre todas as coisas do mundo. E é essa visão particular das coisas que o público confere a partir de hoje no anexo um do Museu de Arte de Joinville, na Cidadela Cultural Antarctica.Na exposição "Mapas/Deslocamento" ele representa personagens fora de um espaço convencional. As imagens são produzidas por meio da técnica de colagem, na qual centenas de pedacinhos de mapas fazem surgir rostos, pessoas, personagens que, de uma maneira geral, provocam confusão, a sensação de estar fora de um determinado contexto. Para o artista, são figuras geograficamente abstratas.Formado em cinema, João afirma que as suas obras surgem da necessidade de contar uma história e que alguns dos quadros buscam relacionar a imagem formada com os mapas utilizados. Na obra "Dança Africana da Guerra", por exemplo, as cartas geográficas mostram estratégias militares. Mas as imagens que serão expostas na cidade já têm uma relação mais sutil. Não há mais uma lógica para essas escolhas. "Costumo dizer que elas surgem de um processo semelhante a jogar um livro de mapas no liqüidificador."JOINVILLE

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