quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cidadela Cultural está ameaçada

Patrimônio
Cidadela Cultural está ameaçada

O desabamento da estrutura da antiga casa de força da Cidadela Cultural Antarctica, em Joinville, no final do mês passado, pode ter evitado um acidente de proporções ainda maiores. A vistoria feita por técnicos da Secretaria da Infra-estrutura (Seinfra), em 29 de abril, três dias após a queda, apontou que outras partes do teto da área podem estar comprometidas por deterioração.No mesmo local, funciona a sede da Associação de Artistas Plásticos de Joinville (Aaplaj). Essa semana, Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e Companhia de Desenvolvimento e Urbanização (Conurb) irão se reunir para definir reparos no local. A vistoria, encomendada pela FCJ, apontou que a estrutura de madeira do teto cedeu e alargou as paredes de alvenaria, cedendo-as. Os caibros de suporte do telhado são continuados nas outras salas vizinhas ao prédio, incluindo a sede da Aaplaj.Por causa dos riscos, o documento recomenda a contratação de um laudo para verificar "as condições atuais de estabilidade do restantes dos ambientes que compõem a estrutura física da Cidadela". A mesma vistoria pede a posterior retirada de geradores de energia a diesel e equipamentos ainda armazenados na desativada casa de força. A presidente da Aaplaj, Sonia Rosa, estranhou a análise e não acredita que a sede da associação corra risco de desabamentos.- A parte que caiu estava comprometida, mas o nosso local está inteiro, sem rachaduras - avalia.A vistoria da Cidadela será encaminhada à Conurb, que deverá contratar uma empresa especializada em estruturas de madeira para avaliar as condições do telhado do prédio. Esse não é o primeiro acidente ocorrido por problemas estruturais na Cidadela desde sua posse pelo município, há sete anos. Em dezembro de 2005, um incêndio destruiu a antiga recreativa da Antarctica, cuja área estava sob responsabilidade do Instituto Amar.O complexo Cidadela fica na Rua 15 de Novembro e foi construído em 1942 para sediar a Cervejaria Catarinense, comprada pela Antarctica, na década de 1960. Com o fechamento da unidade da Antarctica em Joinville, a prefeitura comprou o espaço - uma área construída de 12 mil metros quadrados - em 2001 por R$ 2,1 milhões.

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