segunda-feira, 21 de abril de 2008

Peça Contas Diárias mostra qualidade da estrutura narrativa


Festival Isnard Avezedo
Sem palavras
Peça Contas Diárias mostra qualidade da estrutura narrativa

Durante os 50 minutos da peça Contas Diárias, da Companhia do Ator Cômico (PR), nenhum dos atores fala. Mas quem assistiu ao trabalho encenado na última sexta-feira no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), deve concordar: mesmo sem palavras, é como se dissessem tudo.O espetáculo é formado por três esquetes baseadas em pequenos dramas do cotidiano: o casal de velhinhos que vai à praça dar milho aos pombos, os irmãos que se divertem com brincadeiras violentas e a estudante apaixonada pelo professor.O diferencial está na caracterização dos personagens, travestidos com máscaras de pano que cobrem totalmente o rosto. Surpreendentemente, sem o apoio de falas, sorrisos ou olhos arregalados, os atores Edran Mariano, Fábio Lins, Frank Sousa e Karina Pereira não deixam lacunas em suas representações, provando que a qualidade da estrutura narrativa é a base para um bom espetáculo, independentemente dos recursos cênicos a serem utilizados ou, no caso, dispensados.O espetáculo dirigido por Mauro Zanatta estreou no Paraná em 2005 e já no ano seguinte começou a arrecadar prêmios. O primeiro foi para a esquete de abertura, Milho aos Pombos, a mais votada pelo público durante o 7º festival de Cenas Curtas Galpão Cine Horto, de Minas Gerais. No Mercadão Cultural, no Rio, a esquete ganhou o segundo lugar. No ano passado, Contas Diárias foi eleito o Melhor Espetáculo de Humor do 2º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora.Aventura com lições de ecologiaSe para o público adulto é cada vez mais comum peças teatrais que optam por linguagens não-faladas, para as crianças a atenção é redobrada na hora de decidir como contar uma história no palco. Para cumprir a (difícil) tarefa de atrair a atenção de uma platéia formada por espectadores com idades entre três e oito anos, a Turma do Papum levou ao palco do Teatro Ademir Rosa uma aventura repleta de lições sobre educação ambiental.Utilizando a técnica do teatro de boneco e do desenho animado, Gibi acompanha as peripécias do herói Super-X para salvar o planeta Tup das armadilhas do vilão Labareda. Para isso, ele conta com a ajuda do garoto Tico, que usa todos os seus conhecimentos em ciências para ajudar o novo amigo. A linguagem didática e as músicas acompanhadas com vibração pelo público infantil mostram que o teatro deve é um programa divertido - e educativo - para a criançada.( karine.ruy@diario.com.br )KARINE RUY

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