sexta-feira, 25 de abril de 2008

Peça Bailei na Curva em cartaz, hoje, no Bolshoi de Joinville

Teatro
Tempos difíceis
Peça Bailei na Curva em cartaz, hoje, no Bolshoi de Joinville

O núcleo de dança contemporânea da Escola do Teatro Bolshoi do Brasil apresenta hoje em Joinville a peça Bailei na Curva, um dos textos de maior sucesso do teatro gaúcho dos anos 1980. A comédia dramática escrita por Julio Conte e dirigida por Sabrina Lermen é ambientada no período da ditadura militar.Por meio da rotina de sete crianças, a peça conta um trecho obscuro da história do Brasil, ocorrido entre os anos 1964 e 1985, período em que os militares comandaram o país. A narrativa de Bailei na Curva permite aos alunos do núcleo de dança contemporânea explorar improvisação e interpretação teatral.No texto de Julio Conte, Ana é filha de um militar e, quando criança encanta-se por Pedro, filho da costureira Dona Elvira. Pedro tem uma irmã, Gabriela, que sonha ser médica. O pai de Gabi era um ativo sindicalista ligado as tradições populares do antigo PTB de Brizola morto ainda em 1964.Caco, filho de um empresário em ascensão, está engajado no movimento militar, acredita em Deus, na pátria e na família, mora na frente da casa de Paulo, filho do professor da faculdade e ideólogo da esquerda. Ruth é a gordinha da turma, tem uma irmã pequena, Luciana, e a mãe das garotas é a diretora do colégio.A partir desses personagens se desenrola a história que começa alguns dias antes do Golpe Militar de 31 de março de 1964 que os militares insistiam em chamar de revolução de 1964. Naquele dia, sem aula, elas tomam contato com um fato histórico que vai desenhar o destino de suas vidas, embora ainda, naquele momento, não saibam.Ana se torna jornalista engajada em questões sociais. Caco, depois de um período hippie retorna as atividades do pai, se tornando um bem acomodado "playboy". Paulo passa por uma série de percalços, trabalhos falidos até que decide seguir o seu sonho de ser músico e se tornar artista. Ruth se casa com um advogado e se torna uma exemplar mãe de família. Luciana é bailarina e coreógrafa. Gabriela, médica e Pedro, desaparecido, provavelmente durante os anos de 1970 a 1972. Tendo Pedro como referência básica para o repensar dos sonhos e ilusões do Brasil, Ana escreve um belo poema, Paulo faz uma música para retratar aqueles anos, Luciana coreógrafa um espetáculo celebrando a esperança que sobrevive.Joinville
Serviço
Quando: hoje, às 19h30min
Onde: Escola do Teatro Bolshoi
(Sala Agrippina Vaganova), em
Joinville
Ingresso: um agasalho

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