domingo, 13 de abril de 2008

Oferecer peças de qualidade aos pequenos espectadores é o principal objetivo do grupo Apatotadoteatro, de Florianópolis


Teatro
Atração imperial
Oferecer peças de qualidade aos pequenos espectadores é o principal objetivo do grupo Apatotadoteatro, de Florianópolis

No tempo das dinastias chinesas, um singelo passarinho que encantou o mundo antigo com seu canto ensina uma lição de amizade e liberdade. Recheiam o enredo informações de história, geografia e cultura geral da China. Longe de se parecer com uma aula, nos moldes tradicionais dos bancos escolares, o teatro pode ser um rico instrumento de ensino e entretenimento para as crianças, desde que bem elaborado.Um exemplo é a peça O Rouxinol e o Imperador, do grupo Apatotadoteatro, que está em cartaz no Beiramar Shopping, na Capital, aos finais de semana, e será apresentado no Floripa Teatro - 15º Festival Isnard Azevedo, na segunda-feira, às 10h e 15h no Teatro Álvaro de Carvalho. O texto original é de Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês autor de histórias clássicas da literatura infantil, como O Patinho Feio. O elenco é formado por Mariana Coral (Ting Lin - direita), Gustavo Biberbah (Lam Pim - esquerda) e Cacá Corrêa (Mestre Bu - centro e nos detalhes), que também dirige o espetáculo.- Nossa proposta é formar platéia infantil fixa, valorizar a criança trabalhando com profissionalismo. Não se pode tratar a criança como boba, até porque ela não se engana. Se assiste a uma peça que não tem qualidade, ela se desinteressa pelo teatro e não volta mais - afirma Cacá, que "quase perdeu a testa" de tanto colar e tirar as sobrancelhas e bigodes de seu personagem.A partir dos três anos de idade, o pequeno espectador toma conhecimento de elementos da cultura chinesa, como a Grande Muralha, a porcelana, o chá, a seda e até o macarrão, que teve origem naquele país. No ano em que as Olimpíadas serão realizadas em Pequim, a criança conhece lugares que existiram ou existem do outro lado do mundo. Os pais não são esquecidos pelos atores, que improvisam e fazem piadas direcionadas a eles, como referências ao cantor Roberto Carlos. Frases inseridas no texto lançam idéias educativas, como "aconteça o que acontecer, mantenham a calma" ou "às vezes não dá para entender, mas temos que seguir adiante". O cenário remete a um pagode chinês. Assim como os adereços, é feito de materiais recicláveis. O figurino é caprichado, com tecidos brilhantes e rico em detalhes.Para manter a atenção dos pequenos, são usados recursos diversos como as sombras chinesas e o teatro de bonecos. Um tsuru, pássaro feito de origami, é ensinado passo a passo durante a peça. As apresentações no andar térreo do Beiramar Shopping são às 16h e às 19h, todos os sábados e domingos, até o final de abril. Os ingressos custam R$ 20, R$ 10 (meia) para crianças, adultos acima de 60 anos, professores, estudantes e classe teatral e R$ 12 para sócios do Clube do Assinante DC.( mailto:alicia.alao@diario.com.br)ALÍCIA ALÃO

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