domingo, 20 de abril de 2008

Goteiras no Masc comprometem exposição

Goteiras no Masc comprometem exposição
Local abrigaria coleção de Chateaubriand, mas está sem condições técnicas
Karine Ruy karine.ruy@diario. com.br

A montagem da exposição Um Século de Arte Brasileira — Coleção Gilberto Chateaubriand no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) foi adiada nesta quinta-feira. Marcações em fita crepe pelo chão sinalizavam a existência de um problema que pode colocar em cheque a segurança técnica do local : as goteiras. Atualmente, o Masc recebe A Primeira Missa, de Victor Meirelles. A falha no sistema de impermeabilizaçã o foi revelada pela chuva de quarta-feira, dia para qual estava marcado o início da montagem da exposição da coleção de Gilberto Chateaubriand. A equipe contratada para o trabalho chegou a se dirigir até o local, mas assim que percebeu a existência das goteiras desistiu da tarefa. A direção da Fundação Catarinense de Cultura garante que o problema não foi verificado no setor do museu que abriga a exposição do quadro A Primeira Missa e outras obras do pintor catarinense Victor Meirelles (1832 - 1903). Entretanto, sinais de água eram perceptíveis no rodapé localizado logo abaixo do quadro Índias, um dos esboços de Meirelles apresentados na exposição. Segundo relatos de funcionários que pediram para não serem identificados, o quadro chegou a ser removido enquanto eram realizados os reparos emergenciais. Reformas não foram suficientes Foi justamente para receber pela primeira vez uma das mais valiosas obras do cenário artístico brasileiro que o Museu de Artes de Santa Catarina passou por uma ampla reforma em 2006. Sistemas de impermeabilizaçã o e de climatização foram alguns dos itens implantados na ocasião. As goteiras observadas quarta-feira no Masc são conseqüência de uma falha na manta de impermeabilizaçã o do local. Segundo a diretora da Fundação Catarinense de Cultura, Anita Pires, o defeito surgiu há dois anos, quando uma equipe que realizava reparos no sistema de climatização acidentalmente danificou a manta. Tanto a diretora da FCC quanto o diretor do Museu de Arte de Santa Catarina, João Evangelista, afirmaram estar cientes da danificação ocorrida em 2006. Contudo, ambos acreditavam que o conserto da manta, realizado em duas ocasiões diferentes, fosse capaz de impedir uma infiltração. Na quarta-feira uma empresa particular foi chamada para realizar a aplicação de uma manta provisória de vedação. Técnicos do Deinfra também estiveram no museu e foram encarregados de emitir um parecer técnico, que será apresentado sexta-feira aos técnicos da coleção de Gilberto Chateaubriand. A reaplicação total da manta de impermeabilizaçã o só poderá ser realizada nos próximos meses, quando o museu estiver sem nenhuma exposição. De acordo com Anita, uma empresa já foi contratada e já existem recursos para reformas emergenciais.

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