quinta-feira, 24 de abril de 2008

A Célula interrompida!


A Célula interrompida!


A interdição da Célula Cultural, em Florianópolis, no último sábado, foi determinada pelo delegado Arilto Zanelatto, titular da Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversões Públicas da Polícia Civil. A coluna conversou com o delegado na terça-feira, quando ele confirmou a ação que resultou no fechamento da casa e inviabilizou a realização do show. Conforme Zanelatto, a interdição foi expedida ao final da tarde de sexta-feira e cumprida pela Polícia Militar no sábado, noite da apresentação da banda Autoramas, do Rio de Janeiro. Só que a tal notificação não chegou às mãos do responsável pela casa naquela noite.O motivo, segundo o delegado e a coordenação do órgão, é que o estabelecimento não apresentou algumas das documentações exigidas para a liberação da licença ou autorização do órgão: como a autorização (provisória) ou certidão (pelo prazo de um a dois anos) de isolamento acústico da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e o atestado de aprovação do local expedido pelo Corpo de Bombeiros. Alegação que a turma da Célula já teria questionado na mesma Gerência, ainda na terça-feira. A documentação é uma das exigências da Resolução nº 20/2005, da Polícia Civil, e na Portaria nº 2/2007, da própria Gerência, que regulamentam a atividade comercial de estabelecimentos diversos, da boate ao show em espaço público e à lan house. É esta resolução que assegura à polícia efetuar a fiscalização em qualquer momento. Ainda segundo o delegado, a determinação é para que fosse entregue em mãos o ofício de interdição, o que oficializava o fechamento, mas assegurou que a casa fora advertida sobre o caso ainda naquela mesma semana. Mas o encarregado da ação só esqueceu de entregar a notificação. Tiozão, um dos administradores da Célula, disse que tanto a assessoria jurídica quanto a contábil da casa estavam levantando toda a papelada burocrática para reverter a decisão e retomar as atividades ainda para o próximo final de semana. E não é que a mesma Resolução 20/2005 enquadra a Célula Cultural no gênero das boates, cabarés, uisquerias e similares. Me reservo ao direito de não definir à luz da realidade para vocês o que é um cabaré e uma uisqueria. Mas vejam só, até para lidar com a burocracia, a escola está na zona.Você confere a entrevista completa com o delegado Arilto Zanelatto sobre o caso e sobre a questão das licenças para estabelecimentos na Capital lá no Blog do Marquinhos (www.diario.com.br/marquinhos).

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E quem disse que estamos cheios de teatro? Antes de tomar o caminho do Além Mar, o espetáculo Supérfluo Abandono entra em exibição no Teatro Álvaro de Carvalho, na Capital, para apenas duas apresentações: no sábado e domingo. Peça escrita, dirigida e interpretada (quem sabe até lavada e passada) por Régius Brandão. Me pareceu um belo modo para se falar de consumo a idéia de beber de fontes como Bertolt Brecht, William Shakespeare e Fernando Pessoa.

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